O processo seletivo como um todo me causou uma sensação estranha. A primeira entrevista começou com um pequeno atraso, o que inicialmente não me incomodou. No entanto, durante a conversa, senti certa falta de conexão e fluidez. Em alguns momentos, tive a impressão de que meu relato estava sendo recebido de forma desinteressada, com pouca troca ou aprofundamento por parte da entrevista.
Na etapa seguinte, com os responsáveis pela área, a entrevista seguiu um formato bastante engessado. Algumas perguntas foram repetidas, inclusive as que já haviam sido respondidas anteriormente, o que contribuiu para um clima de pouca sintonia e leve desorganização. Senti que houve uma atenção desproporcional a um ponto específico do meu perfil — o fato de estar buscando uma vaga na minha cidade de residência, por conta da busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A insistência nesse tema acabou ofuscando outras competências que considerei relevantes para o cargo.
Outro ponto que me causou desconforto foi a maneira como a questão salarial foi conduzida. O tema surgiu de forma abrupta e, ao compartilhar minha expectativa, recebi um comentário que soou irônico, o que poderia ter sido evitado com um alinhamento prévio. A abordagem nesse momento final não foi acolhedora.
Minha percepção final é de que a empresa busca um perfil mais voltado para uma atuação comercial, o que entendo, mas talvez sem uma proposta condizente com as exigências do cargo. Mesmo não tendo avançado, foi importante passar por essa experiência para compreender melhor o alinhamento entre meu perfil e o tipo de oportunidade oferecida.